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Li numa revista que Gandhi, inspirado nos sete pecados capitais, elaborou sua lista de sete pecados sociais. A interpretação dele é muito interessante:
-política sem princípios;
-riqueza sem trabalho;
-comércio sem moralidade;
-ciência sem humanidade;
-colaboração sem sacrifício;
-prazer sem consciência;
-conhecimento sem caráter.
Qualquer semelhança dos pecados acima descritos com a crise de valores éticos que vivemos hoje, vide o caso de Brasília, NÃO É mera coincidência.
‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:
Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se.
Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Acabei de ler uma notícia em que Bell Marques (vade retro, satanás!!!!) vai processar o Nizan Guanaes, depois que o publicitário personificou no cantor (meu deus! Eu o chamei de cantor! Vou arder no inferno por ter dito essa heresia!) tudo de ruim que ocorre atualmente no cenário cultural baiano.
NIzan Guanaes deve ser condenado sim! Não pelo que ele disse do anhangá-tinhoso vocalista do “chicretão”, afinal, ele só falou a verdade. Ele deve ser condenado por não ter sustentado o que disse. Nizan ficou com medo da repercussão de suas declarações juntos aos axezeiros malditos dos infernos e refugou. Foi Baloubet du Rouet total!
Se tivesse dado a cara a tapa e sustentado suas alegações, ele com certeza seria um herói, afinal, ele disse algo que os axezeiros, no alto de sua arrogância, deveriam ter ouvido há muito tempo. Sendo o Nizan Guanaes um profissional relevante no meio socio-cultural baiano, suas declarações, se sustentadas, poderiam iniciar uma mudança de mentalidade que talvez alterasse esse estado de coisas.
Infelizmente a Máfia do Axé não perdoa. Perto deles Fernandinho Beira-Mar é um frade franciscano…
Desde que a humanidade deixou de se dependurar em árvores e tornou-se bípede que as mulheres permenecem numa busca incessante para achar o príncipe encantado. Elas buscam um homem que as ouça, que as compreenda, que as valorizem e sejam pacientes com elas. Eu sempre achei essa busca infrutífera, pois supunha que elas estavam atrás de algo que não existia. Entretanto, após acompanhar o BBB 10 (podem me crucificar, mas sou tarado na Amamara), descobri que o príncipe encantado existe, só tem um detalhe: ele é gay.
Convenhamos, só um cara 100% gay para preencher todos os requisitos que eu citei acima. Só que, por mais amigos, companheiros e atenciosos que os gays sejam com as mulheres, eles nunca vão, digamos assim, “preencher” um “espaço vital” na vida delas (vamos, bote sua mente suja pra funcionar que você sabe do que estou falando).
Assim, diante dessa, aahhnnn, “incompatibilidade”, as mulheres passaram a exigir e impor esse comportamento aos assim chamados “homens heterossexuais do sexo masculino”. Sim, meu amigo, você que bate seu baba (jogar uma pelada em baianês) nos fins de semama, bebe sua cervejinha com os amigos depois do expediente, gasta todo seu dinheiro de rapaz trabalhador no poker, compra sua playboy todo mês sem falta e coça seu saco sem medo de ser feliz, tome cuidado: você, sem perceber, está sofrendo um processo de boiolização.
Os homens hoje, pressionados pela ala feminina, estão sendo obrigados a passar perfuminho, vestir roupas de grife, fazer limpeza de pele, ir à manicure. IR À MANICURE!!!!!!!!!!!! Estamos sendo obrigados a deixar de ser nós mesmos para satisfazer um modelo que vai contra tudo aquilo que define o que é ser heterossexual.
Tudo bem, nós heteros podemos ter uma série de defeitos que vocês mulheres não suportam, mas ao menos uma qualidade nós temos e isso vocês não podem negar: nós até podemos não gostar de alguns defeitos de nossas mulheres, namoradas, concubinas, noivas ou amantes, mas nós as aceitamos do jeito que elas são e não ficamos apontando seus defeitos o tempo inteiro e nem tentamos moldá-las em um ideal impossível de ser alcançado. Aí é que está a questão: se nós heteros, no alto de nosso “machismo” e “insensibilidade”, somos capazes de amar nossas companheiras e aceitar seus defeitos, por que as mulheres não podem, por exemplo, ser compreensivas quando o homem mija sem levantar a tampa da privada (vamos lá, umas gotinhas de xixi não matam ninguém)?
Eu não pretendia que isso aqui virasse algo do tipo “Conselhos de Dona Cotinha”, mas as mulheres precisam acordar para vida e perceber que, ao perder tempo atrás do príncipe encantado, elas estão perdendo a oporunidade de conhecer um cara que pode fazê-la feliz mesmo que não venha a preencher todos os requisitos que ela entenda por homem perfeito. É como diz o dito popular: o amor se encontra onde menos se espera.
Para aqueles que não me conhecem, eu moro em Salvador e passei meu carnaval por aqui mesmo. Como meu ouvido não é penico, optei o fazer um retiro cultural. Assisti a bons filmes, li a bons livros, escutei boa música e sequer cheguei perto de um raio de 5 quilômetros do circuito. Meu carnaval foi maravilhoso!
Eu até que gosto de carnaval. O que não suporto é o tal do axé. Infelizmente essa cultura perniciosa contaminou o carnaval de Salvador a tal ponto que aqui uma coisa passou a ser associada a outra, pervertendo todo o sentido da festa.
Eu não me considero um cara exigente com música. Pra mim, basta que ela tenha um mínimo de encadeamento lógico: introdução, desenvolvimento e conclusão; início, meio e fim.
O axé é totalmente desprovido disso. Não passa de lixo cultural travestido de música. E como se isso não bastasse, os artistas(?) que divulgam o ritmo(?) se acham a última garrafa d’água no deserto, como se, na ótica distorcida deles, o que fazem fosse a grande manifestação artística da história da humanidade.
Não se iludam, meus amigos: o axé é como o crack: destrói neurônios e transforma o indivíduo em um farrapo humano, além de corromper e perverter tudo o que toca. Ficar livre disso, estando em Salvador e em pleno carnaval definitivamente não é pra qualquer um e foi ótimo. O difícil é convencer os axezeiros disso…
Não sei como a banda toca em outras cidades, mas aqui em Salvador os banheiros públicos, em especial os de shopping centers viraram ponto de encontro da boiolagen.
Além das sacanagens de praxe, o que mais acontece nesses lugares é um desavisado ir fazer seu xixi no mictório e o cidadão do lado virar a cara e tentar ver as, como vovó dizia, partes pudentas, do cidadão.
Diante disso criei 5 mandamento de sobrevivência em banheiros públicos que, se seguidos à risca, vai poupar aquele que o seguir de muitos dissabores:
1-Em banheiro público não vigora o princípio da boa-fé: ali dentro, todos os homens são boiolas até que se prove o contrário.
2-Ao entrar no banheiro, faça cara de mau ou de psicopata, pra mostrar que você não tá a fim de onda.
3-Se alguém tentar puxar papo com você, ignore-o. Se ele insistir, ROSNE pro sacana.
4-Ao chegar na área dos mictórios, Vá naquele do canto. Assim, você tem como se proteger dos fiscais de rola (ou fiscolas, como se diz na Bahia) e mijar com a devida privacidade.
5-Ao sair do banheiro, repita os procedimentos dos itens 2 e 3.
Seguindo essas regras, garanto que você não vai ter aporrinhação.
Estava eu trafegando na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, quando vi algo que me intrigou bastante. Vi espalhado ao longo da referida avenida diversas sinalizações de trânsito, como a que está abaixo:
A referida placa quer dizer “cuidado, cangurus na pista”. A partir disso, cheguei a conclusão que estes marsupiais não são esclusividades da Austrália. SALVADOR TAMBÉM TEM CANGURUS!!!!! Desde então eu tento encontrar estes simpáticos bichinhos pulando graciosamente por uma das avenidas mais movimentadas desta bucólica roça à beira-mar chamada Salvador, mas não obtive sucesso.
O ex-governador Otávio mangabeira é que estava certo: “Pense num absurdo… Na Bahia há precedente.”
Essa é em homenagem ao 7 de Setembro.